O UNIVERSO SUPREME // SKATEWEAR, MILITAR E HIP-HOP

Quem poderia imaginar que uma marca que há anos atrás não deixavam seus "clientes" tocar em suas peças, hoje se tornaria uma das marcas mais disputadas do mundo quando se trata do underground. Um lançamento da Supreme é comparado ao lançamento de um novo iPhone. Clientes e admiradores da marca acampam (sim, com barracas e cadeiras) na porta da loja da marca no bairro SoHo, e hoje depois do "boom" da marca, as filas se estendem diante de filiais em Los Angeles, Londres, Tóquio e várias outras ao redor do mundo.

Há algum tempo, pra consumir os produtos em alguma loja da Supreme era preciso conquistar o direito de comprar ali. O público era minuciosamente selecionado, e por longos anos apenas skatistas, consumidores de maconha, grafiteiros, cineastas underground e rappers desfilavam com produtos da marca. 

Em 1994 a primeira loja na Laffayette Street era aberta. Paredes brancas e prateleiras de compensando, totalmente projetada pra que os skatitas já entrassem na loja com seus skates, e pouco a pouco, ano após ano a Supreme foi fundindo o aspecto punk do skatewear, a rigidez do militarismo e o hip-hop dos meados de 1980, dando cara a um novo conceito de moda de rua.

Apesar de atender um público bem especifico, o preço dos produtos da marca pendem a ser acessíveis ao bolso das grandes massas (US$ 130 para um jeans e US$ 170 para uma malha com capuz), e no lançamento de um casaco de veludo em parceria com a North Face a marca vendeu TODOS os itens em estoque em apenas 1 MINUTO. Louco, né?

A "GQ Style" britânica, bíblia da moda masculina, descreve a Supreme como "a grife de 'streetwear' mais 'cool' do mundo no momento". A revista cultural "O32c", de Berlim, disse que ela é "o Santo Graal da cultura de consumo jovem". Para o site Business of Fashion, a marca é "a Chanel do 'streetwear' urbano".

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